Como identificar o Autismo?

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O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista, é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) e caracteriza-se por dificuldades significativas na comunicação e na interação social, além de alterações de comportamento, expressadas principalmente na repetição de movimentos, como balançar o corpo, rodar uma caneta, apegar-se a objetos ou enfileirá-los. Todas essas alterações costumam aparecer antes mesmo dos 3 anos de idade.

Principais sintomas

Falta de reciprocidade a sons, sorrisos, olhares e outras expressões faciais, ausência de gesticulação e emissão de sons ou balbucios até 1 ano, atraso ou perda na habilidade de falar, balbuciar ou se expressar em qualquer idade, dificuldade em usar ou entender comunicação não-verbal, como expressões faciais, posturas ou gestos, rejeição ao contato visual (desvia os olhos quando encarada), desinteresse em relacionamentos com outras crianças, desinteresse em compartilhar interesses ou conquistas com as pessoas ao redor, falta de interação com as pessoas ao redor e desinteresse por expressar sentimentos, fala com frases repetitivas ou peculiares e interesses obsessivos, como por trens, carros, lápis de cor, dinossauros entre outros.

Diagnóstico

Uma das medidas mais importantes na condução e na observação de crianças é interpretar como vai seu desenvolvimento e seu comportamento. Detectar desde cedo problemas ou anormalidades pode ser decisivo para seu futuro, especialmente no que tange sua vida afetiva, social e escolar.

O diagnóstico de um transtorno do espectro do autismo é um passo fundamental para um bom plano de tratamento. Deve ser o resultado de uma avaliação minuciosa e cuidadosa, se possível, feita por equipe multiprofissional e com experiência nesse tipo de atividade. A variedade de apresentações do autismo é tão grande que não se encontram duas pessoas autistas com as mesmas dificuldades e habilidades.

Tratamento

O tratamento do autismo envolve intervenções psicoeducacionais, orientação familiar, desenvolvimento da linguagem e/ou comunicação. O recomendado é que uma equipe multidisciplinar avalie e desenvolva um programa de intervenção orientado a satisfazer as necessidades particulares a cada indivíduo. Dentre alguns profissionais que podem ser necessários, podem ser indicados psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores físicos.

Uma dica importante é evitar locais como lanchonetes e supermercados, pois para o autista existem muitos estímulos nestes locais, que o incomodam como luzes fortes, muitos sons, alguém tossindo e bebês chorando, por exemplo.

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