O que é placenta acreta?

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Em meados da quinta semana após a fecundação, algumas células da camada externa do embrião, chamada de trofoblasto, se infiltram na parede interna do útero, denominada endométrio, dando origem à placenta. Esse órgão fetal é responsável por diversas funções durante toda a gravidez, sendo de fundamental importância para a nutrição e oxigenação do bebê dentro do útero.

Durante este período de fixação da placenta no corpo uterino, pode haver a placenta acreta, condição definida como a implantação profunda da placenta na parede uterina, ultrapassando o limite normal da fixação. Mulheres com acretinismo placentário apresentam um grande risco de hemorragia durante a remoção da placenta, podendo, em certos casos, levar à histercetomia.

Sintomas

Muitas vezes, os sinais mais consistentes de um problema na placenta durante a gravidez é sangramento vaginal que ocorre no segundo trimestre e além. No entanto, nem sempre que o sangramento ocorrer, é o primeiro sinal de placenta acreta durante o parto.

Existe risco para o bebê?

A maior preocupação com relação ao bebê é geralmente relacionado com a prematuridade. A placenta prévia comumente se localiza no segmento uterino e pode provocar sangramentos e determinar a necessidade de um parto antes da data prevista.

Diagnóstico

O ultra-som a partir de 15 semanas de gravidez pode identificar a placenta acreta, mesmo se os melhores resultados são na altura das 20 semanas, como o ultra-som. Nada pode ser feito para evitar a placenta acreta e, após ser descoberta, não há muito a se fazer. Após o diagnóstico desta condição, o médico deve monitorar a gestação, com o intuito de agendar uma cesárea, visando poupar o útero e, no pior dos casos, uma histerectomia será necessária.

Tratamento

A programação do parto é o melhor. A menos que a paciente tenha alguma objeção, a cesariana/histerectomia programada é realizada logo que a maturidade pulmonar fetal seja confirmada (normalmente em aproximadamente 35 a 36 semanas).

Se a cesariana/histerectomia é realizada (de preferência por um cirurgião pélvico experiente), uma incisão uterina fúndica, seguida de imediato clampe do cordão, pode ajudar a minimizar a perda de sangue. A placenta é deixada no lugar enquanto a histerectomia é realizada. O balão de oclusão da aorta ou vasos ilíacos internos pode ser feito no pré-operatório, mas requer um angiografista habilidoso e pode causar sérias complicações tromboembólicas.

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