Você sabe o que é doula?

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Os desconfortos das últimas semanas de gestação, a ansiedade de ter o bebê finalmente nos braços e o medo das dores do parto contribuem para criar uma atmosfera de nervosismo em torno desse acontecimento. Por isso, as grávidas sempre tiveram o apoio de familiares e amigas que já haviam passado por esse momento e conseguiam oferecer a sua experiência, para acalmá-las e acalentá-las em um momento tão especial.

Porém, nem sempre familiares estarão disponíveis. É aí que surgem as doulas: mulheres que oferecem apoio emocional, tiram dúvidas e orientam as gestantes, antes, durante e depois do parto. Se você nunca ouviu falar nelas ou já ouviu falar, mas está na dúvida se deve procurar esse apoio, leia essa matéria!

Qual a definição de doula?

A palavra Doula vem do grego e significa “mulher que serve”, sendo hoje utilizada para referir-se à mulher sem experiência técnica na área da saúde, que orienta e assiste a nova mãe no parto e nos cuidados com bebê. Seu papel é oferecer conforto, encorajamento, tranqüilidade, suporte emocional, físico e informativo durante o período de intensas transformações que está vivenciando.

Doulas são um tipo de enfermeira?


Não necessariamente. A maioria das doulas tem uma formação profissional anterior (psicólogas, professoras de educação física, fisioterapeutas etc.) e passa a oferecer esse serviço depois de fazer um curso específico para doulas. No entanto, independente de sua formação profissional, o papel delas não é fazer qualquer tipo de procedimento médico.

Doulas apenas acompanham a gestante?

A Doula auxilia com técnicas naturais e seguras como massagens, orientação de posições facilitando o progresso do parto e até corrigir pequenas distócias, minimizando as dores e medos durante o parto, auxiliando a reduzir significativamente as intervenções e complicações obstétricas segundos inúmeras pesquisas publicadas no mundo todo.

Benefícios

O tipo de suporte que a doula oferece foi analisado em 21 estudos que avaliaram mais de 15.000 mulheres em vários lugares do mundo, para identificar se essa é uma estratégia que melhora os resultados do parto. Estes estudos observaram que ter suporte contínuo resultou nos seguintes benefícios:

– Aumento de 8% no número de mulheres com parto vaginal espontâneo

– Redução de 10% na necessidade de analgesia ou anestesia de qualquer tipo durante o parto e de 7% no uso de analgesia ou anestesia regional (raquidiana ou peridural)

– Redução de 31% no número de mulheres que relataram ter sentimentos negativos sobre a experiência de parto

– Redução de 10% no número de mulheres com partos instrumentais (fórceps ou extrator a vácuo)

– Redução de 21% no risco de cesárea

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